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ARGUMENTO: "A dieta vegetariana estrita não é saudável"

RESUMEN: Si nós humanos somos onívoros, então isso significa que PODEMOS obter nutrientes de fontes tanto de origem animal e vegetal; ser onívoro no significa que DEVAMOS obter os nutrientes de ambas as fontes. A ciência da nutrição e a experiência empírica apoiam a idéia que diz que a dieta vegetariana estrita é saudável se você a seguir de uma forma equilibrada, portanto, podemos estar saudáveis e até mesmo praticar esportes competitivos.

Palavras chave: dieta vegetariana estrita, nutrição
Altere o idioma para: espanhol

A dieta vegetariana estrita(1) não inclui produtos de origem animal, ou seja, nem os corpos de animais mortos ou de seus produtos (leite, ovos, mel, etc.).

Alguns seres humanos dizem que não seguem uma dieta vegetariana estrita, porque não é uma dieta saudável.

Formulamos mais claramente o argumento usado por essas pessoas. Este seria o seguinte:

(A1) "É eticamente incorreto causar danos desnecessários aos animais."
(A2) "A dieta vegetariana estrita não é saudável."
(A3) e (A2) são verdadeiros, então "Precisamos explorar e matar animais não humanos para ser saudáveis e fortes."

Este argumento pode ser refutado das seguintes maneiras:

1. Do ponto de vista da ciência (o que É):

(i) Contradiz a ciência da nutrição. (A2) é falso. A ciência da nutrição afirma que uma dieta vegetariana estrita equilibrada é saudável. São muitas as associações de nutricionistas, revistas especializadas em nutrição, etc., as que endossaram publicamente que a dieta vegetariana estrita (plant-based diet) equilibrada é saudável: a Organização das Nações Unidas (ONU), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a American Dietetic Association (ADA), a Associação dos Dietistas do Canadá, a Nova Zelândia Dietetic Association, o Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável (PCRM), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o World Foundation for Cancer Research, o American Institute for Cancer Research, a American Academy of Pediatrics, dentre outros. E não apenas afirmam que uma dieta vegetariana estrita equilibrada é saudável, mas também mencionam os benefícios na prevenção e melhora de algumas doenças, desde cardiovasculares até o câncer, além de outras doenças crônicas como o diabetes e algumas doenças degenerativas.

A seguir, vamos listar o que diz a ciência da nutrição sobre a dieta vegetariana estrita:

ÓRGÃOS DE SAÚDE E NUTRIÇÃO:

American Dietetic Association (ADA):

A Associação Dietética Americana (American Dietetic Association - ADA), fundada em Cleveland, Ohio, em 1917, e com mais de 67 mil associados, é a maior organização de profissionais de nutrição dos Estados Unidos.

- O posicionamento oficial da Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) sobre a dieta vegetariana , publicado no Journal of the American Dietetic Association em 2003[1] e reiterado em 2009[2], é o seguinte:

"Dietas vegetarianas apropriadamente planejadas, incluindo as dietas vegetarianas estritas ou veganas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem fornecer benefícios à saúde na prevenção e tratamento de certas doenças. As dietas vegetarianas bem planejadas são apropriadas para todas as fases do ciclo vital, incluindo gravidez, lactação, primeiros anos de vida, infância e adolescência, e para os atletas." American Dietetic Association (ADA)

O posicionamento de 2003 era a atualização de uma posição anterior, publicada na mesma revista em 1997. E esta, por sua vez, atualizava outra de 1983, que complementou outra em 1980. Assim, podemos ter uma idéia de há quanto tempo ADA vem insistindo nestas questões. Praticamente três décadas dizendo que podemos viver sem comer produtos de origem animal.


Associação Dietética da Nova Zelândia:

A Associação Dietética da Nova Zelândia (Dietitians NZ) apoia a posição da Associação Americana de Dietética em dietas vegetarianas[3]:

"The New Zealand Dietetic Association (NZDA) has adopted and endorsed the position paper of the American Dietetic Association (ADA)". “Vegetarian Diets”, published in the Journal of the American Dietetic Association 1997; 97: 1317– 21.

Tradução: "A Associação Dietética da Nova Zelândia adotou e aprovou o documento de posição sobre as dietas vegetarianas publicado pela Associação Americana de Dietética (ADA)." A Associação Dietética da Nova Zelândia


Associação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas (AEDN):

- A Associação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas (AEDN) afirmou que uma dieta vegetariana bem planejada, supervisionada por um nutricionista, é saudável em todas as fases da vida. É o que asseguram muitos especialistas durante a celebração do Terceiro Congresso da Associação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas (AEDN). De acordo com estes especialistas, este tipo de dieta é saudável, desde que suplementadas com vitamina B12. Esta declaração coincide com o proposto por especialistas da Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, que argumentam que na infância, adolescência, gravidez, lactação e velhice, a alimentação vegetariana estrita é adequada se apropriadamente suplementada[4].

- Em outubro de 2006, a revista Medical Gazette publicou um pequeno artigo intitulado "A dieta vegetariana sim, mas bem planejada e com vitamina B12", onde se fala sobre o apoio que a AEDN mostrou perante a opinião da Associação Dietética Americana sobre dietas vegetarianas. Ele diz o seguinte[5]:

"O congresso da AEDN foi o evento escolhido para apresentar, em nível nacional, um documento de consenso desenvolvido pela Associação Americana de Dietética sobre o vegetarianismo. E as conclusões são de que uma dieta vegetariana bem planejada, mesmo estrita, pode ser levada em todas as fases da vida. "É muito importante que nós profissionais saibamos disso, porque cada vez há mais pacientes perguntando sobre a possibilidade de se pôr em prática esta dieta", comenta Iva Marques, presidente do comitê científico. "Às vezes, temos a tendência de rejeitar essa prática como se fosse nos levar a deficiências nutricionais, e não tem por quê ", acrescenta. Mas é essencial uma boa escolha dos alimentos,” pois é fácil incorrer em uma dieta deficiente”. O vegetarianismo estrito é o que mais riscos apresenta, associado a deficiências em ferro, cálcio e vitaminas D e B12. "Isto é especialmente importante em crianças, gestantes e idosos, mas seguindo uma dieta adequada podem se satisfazer todas as necessidades nutricionais", assinala Marqués, que resalta a necessidade de suplementação com B12." La Gaceta Médica, nº 175 – 23/10/2006.


Organização das Nações Unidas (ONU):

- Em 2 de junho de 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em um relatório intitulado "Assessing the Environmental Impacts of Consumption and Production: Priority Products and Materials"[6], que uma mudança global em direção a uma dieta sem produtos de origem animal é vital para salvar o mundo da fome, a escassez de combustível e os piores impactos das mudanças climáticas. No ponto 2 da página 82 do relatório, diz que, por razões ecológicas, tornou-se necessário a nível mundial seguir uma dieta sem produtos de origem animal.

"Impacts from agriculture are expected to increase substantially due to population growth, increasing consumption of animal products. Unlike fossil fuels, it is difficult to look for alternatives: people have to eat. A substantial reduction of impacts would only be possible with a substantial worldwide diet change, away from animal products". United Nations

Tradução: "Os impactos na agricultura devem aumentar substancialmente devido ao crescimento populacional, aumentando o consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil encontrar alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial dos impactos só seria possível com uma mudança substancial na dieta do mundo, longe dos produtos de origem animal." Organização das Nações Unidas (ONU)


Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA):

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U. S. Department of Health & Human Services (HHS)) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (U. S. Department of Agriculture (USDA)), publicam em conjunto as "Diretrizes para a Dieta dos Americanos" ("Dietary Guidelines") a cada 5 anos, desde 1980.

- Em 31 de janeiro de 2011, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (U. S. Department of Health & Human Services) publicou a sétima edição do "Diretrizes para a Dieta dos Americanos, 2010" ("Dietary Guidelines for Americans, 2010") um guia de nutrição baseado em evidências nutricionais, que tem uma seção detalhada para seguir uma dieta vegetariana estrita balanceada, adaptada às necessidades nutricionais e onde se destacam os benefícios da dieta vegetariana na promoção da saúde adaptados às necessidades nutricionais e que destaca os benefícios da dieta vegana para promover a saúde, redução de riscos de doenças crônicas e redução da prevalência de sobrepeso e obesidade. Nesta versão do guia, se dá mais foco às dietas vegetarianas e veganas, dedicando duas páginas inteiras à nutrição vegana e vegetariana, observando que estas dietas têm vantagens nutricionais, além de reduzir a obesidade e as doenças cardíacas.

Mais de 1/3 das crianças e mais de 2/3 dos adultos americanos estão acima do peso ou obesos, motivo pelo qual esta 7 ª edição do guia dá ênfase especial à redução do consumo de calorias e aumento da atividade física . Também promove o aumento no consumo de alimentos mais saudáveis, como verduras, frutas, cereais integrais, pouca gordura, menor consumo de sódio, gorduras saturadas - e trans-, açúcares e grãos refinados.

Este guia, encomendado pelo Congresso dos Estados Unidos, é baseado em estudos recentes e informações científicas para ajudar os formuladores de políticas na concepção e implementação de programas de nutrição; oferece educação para profissionais de saúde como nutricionistas, nutrólogos, dietistas e educadores da área da saúde com uma compilação das mais recentes recomendações com base científica.

Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (PCRM):

Fundado em 1985, o Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM)) é uma organização sem fins lucrativos, apoiada por mais de 5.000 médicos e 100 mil seguidores, com sede em Washington DC (EUA). Cada trimestre, os membros recebem a revista Good Medicine.

- Em 15 de junho de 2010, o Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável (PCRM) elogiou[7] os resultados das Diretrizes Alimentares do Comitê Consultivo do Departamento de Agricultura dos EUA (U. S. Department of Agriculture, USDA)[8], em que destacou o valor das dietas vegetarianas para os americanos. Enquanto o vegetarianismo tem sido considerado como um modismo, é claramente estabelecido como uma forma eficaz de prevenir problemas de obesidade, diabetes e colesterol. Por exemplo, comida vegetariana e vegana (vegetariana estrita) reduz o risco de diabetes e também pode ajudar pessoas que já têm diabetes tipo 2 a controlar a doença e a reduzir a necessidade de medicamentos. Logo após o 31 de janeiro de 2011 foi publicado o "Diretrizes para a Dieta dos Americanos, 2010" ("Dietary Guidelines for Americans, 2010 ") e o Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável ficou satisfeito com o conteúdo sobre dietas vegetarianas estritas:

"As pessoas que evitam a carne, evitam o risco de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e certos tipos de câncer, e os que também evitam os produtos lácteos e ovos são as mais saudáveis. É bom ver que essas dietas são agora parte da política federal dos EUA." Susan Levin, diretora de Educação Nutricionaldo PCRM.

O Guia, no entanto, está longe de ser perfeito. Como em outras versões, especifica refeições que devem ser mais consumidas (como frutas e verduras), mas evita listar alimentos que as pessoas deveriam consumir menos, ou não consumir (como carne e queijo), aparentemente por medo de incomodar os produtores do setor. Em vez disso, o guia pede para limitar o consumo de "colesterol" e "gorduras saturadas". Da mesma forma, enquanto os produtos lácteos têm mais de 30% do total de gordura saturada consumida pelos norte-americanos, o guia disfarça estas gorduras classificando-as em várias categorias, como queijo (8,5%), manteiga (2,9%), leite integral (3,4%), leite desnatado (3,9%), sobremesas lácteas (5,6%) e pizzas (5,9%), de modo que sua contribuição para a doença não é clara .

- O Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (Physicians Committee for Responsible Medicine) publicou um artigo intitulado "Vegetarian Diets for Children: Right from the Start", onde diz o seguinte[9]:

"Children raised on fruits, vegetables, whole grains, and legumes grow up to be slimmer and healthier and even live longer than their meat-eating friends. It is much easier to build a nutritious diet from plant foods than from animal products, which contain saturated fat, cholesterol, and other substances that growing children can do without. As for essential nutrients, plant foods are the preferred source because theyprovide sufficient energy and protein packaged with other health-promoting nutrients such as fiber, antioxidant vitamins, minerals, and phytochemicals". Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM)

Tradução: "Crianças alimentadas com frutas, verduras, cereais integrais e legumes tornam-se mais saudáveis e, até mesmo, vivem mais do que sua contraparte. É muito mais simples construir uma dieta nutritiva com base em alimentos de origem vegetal do que uma baseada em produtos de origem animal, que contêm gordura saturada, colesterol e outras substâncias que as crianças podem evitar." Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável (PCRM)


Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics):

- Em 2003, a Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics) publicou a quinta edição do seu livro Pediatric Nutrition Handbook, onde afirmou o seguinte[10]: "Qualquer criança pode ser vegana desde que sua dieta seja bem planejada." American Academy de Pediatria


PUBLICAÇÕES:

Journal Pediatrics in Review:

Em 2004, o Journal Pediatrics in Review publicou um artigo intitulado "Vegan Diets in Infants, Children, and Adolescents" que diz o seguinte[11]:

"Multiple experts have concluded independently that vegan diets can be followed safely by infants and children without compromise of nutrition or growth and with some notable health benefits". Journal Pediatrics in Review

Tradução: "Vários especialistas independentemente concluíram que dietas veganas podem ser seguidas por lactentes e crianças com segurança, sem comprometer sua nutrição ou crescimento e com alguns benefícios de saúde notáveis.” Journal Pediatrics in Review

Journal of the American Dietetic Association:

- Em junho de 2001, o Journal of the American Dietetic Association publicou um artigo intitulado"Considerations in planning vegan diets: Infants", que diz o seguinte[12]:

"Appropriately planned vegan diets can satisfy nutrient needs of infants. The American Dietetic Association and The American Academy of Pediatrics state that vegan diets can promote normal infant growth". Journal of the American Dietetic Association"

Tradução: Dietas veganas apropriadamente planejadas podem satisfazer as necessidades de nutrientes das crianças. A Associação Dietética Americana e a Academia Americana de Pediatria estabelecem que dietas veganas podem promover o crescimento normal da criança." Journal of the American Dietetic Association

American Journal of Clinical Nutrition:

- Em 1999, o American Journal of Clinical Nutrition publicou um estudo intitulado "Convergence of plant-rich and plant-only diets", que afirma o seguinte[13]:

"Nutritional scientists agree that at all ages and stages of life, well-planned plant-based and plant-only diets that incorporate the principles of adequacy, balance, and moderation can be nutritious and healthful".American Journal of Clinical Nutrition"

Tradução: "Os cientistas concordam em que, em todas as idades e fases da vida, as dietas bem planejadas à base de verduras ou que se restringem apenas a verduras ,que incorporarn os princípios de suficiência, equilíbrio e moderação, podem ser nutritivas e saudáveis" American Journal of Nutrição Clínica

- Em 1981, o American Journal of Clinical Nutrition publicou um artigo intitulado "Nutrient intake and health status of vegans", que diz o seguinte[14]:
"No clinical signs of nutritional deficiency were observed in the vegans."

Tradução: "Nenhum sinal clínico de deficiência nutricional foi observado nos veganos".

ALGUMAS DECLARAÇÕES DE NUTRICIONISTAS PROFISSIONAIS:

- Em 2010, Nelba Villagrán, presidente do Colégio de Nutricionistas da Universidade do Chile, disse o seguinte sobre a dieta vegetariana[15]: "ser vegetariano é a coisa mais saudável que existe". Nelba Villagrán, presidente do Colégio da universidade nutrição Chile


(ii) Contradiz a evidência empírica. (A2) é falso. Há milhões de vegetarianos estritos que levam uma vida saudável sem comer produtos de origem animal e seus derivados (leite, ovos e mel). No vídeo a seguir, intitulado Vegan Parenting, podem ser observadas várias família com crianças veganas desde o nascimento.



Vegan Parenting (legendas em espanhol) (Link)


Há também evidência empírica de atletas profissionais que seguem uma dieta vegetariana estrita[16].


(iii) A dieta vegetariana estrita é mais saudável do que a que inclui produtos de origem animal quanto à possibilidade de contrair doenças zoonóticas. Os alimentos vegetais são uma categoria menos suscetíveis a patógenos (doenças zoonóticas) que os alimentos animais ou provenientes da pecuária, é o que afirma o Departamento de Agricultura da FAO em um relatório de 2009, intitulado "A longa sombra do gado. Problemas Ambientais e Opções."[17]:

"Em termos de saúde e segurança dos alimentos, produtos pecuários são uma categoria mais suscetível a patógenos e outros produtos alimentícios já que podem transmitir doenças de animais para seres humanos (zoonoses). A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) estima que não menos de 60 por cento dos patógenos humanos e 75 por cento das doenças emergentes são zoonoses. É bem sabido que toda uma série de doenças humanas são de origem animal (como a gripe comum ou a varíola). A tuberculose, brucelose e muitas doenças parasitárias internas, tais como as causadas por solitárias, lombrigas e muitas outros, são transmitidas através do consumo de produtos de origem animal. O aparecimento de novas doenças como a gripe aviária, o vírus Nipah ou a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob demonstram o potencial da interface produção animal x ser humano para desenvolver e transmitir novas doenças." Departamento de Agricultura da FAO

Agora a questão é mostrar como seguir uma dieta vegetariana estrita equilibrada, porque se seguimos uma dieta vegetariana estrita da forma errada, então a nossa saúde será prejudicada. Para obter informações sobre como alimentar-se adequadamente, sem produtos de origem animal, por favor visite a seção de Nutrição vegetariana estrita.


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Expliquemos qué es la Asociación Española de Consumidores Veganos (AECV, diciembre 2010)

(Volver a Economía vegana)

El veganismo es, sin duda, la solución a la explotación animal. Si todo humano se hiciese vegano, no habría explotación animal.

Esta afirmación no es arbitraria. Obedece a una lógica muy simple. Si nadie consume productos derivados de la explotación animal, nadie gastará su tiempo y dinero en explotarlos porque le hará perder dinero. Es así de sencillo.

No obstante esto esconde varios problemas. Al profundizar en el tema, nos damos cuenta de que realmente no es solo cuestión de explotación, si no que hay un factor más profundo. El especismo. El especismo (discriminación en función de la especie) provoca que haya discriminación hacia los no-humanos. Por ejemplo, un humanos podría explotar para si mismo a un cerdo. No espera obtener beneficio económico, si no producto. La carne. Otro podría hacer lo mismo con una vaca, conejos, incluso gallinas. El auto-consumo es un problema que no obedece a las reglas económicas. Ese es, pues, un problema que solo se puede atacar mediante la concienciación, mediante la lucha contra el especismo.

El problema es, pues, complejo en su desarrollo. Hay muchos frentes que atacar. La explotación animal se desarrolla a nivel macro y micro, a nivel de industria y doméstico. Ahora bien, la diferencia de niveles no es solo una diferencia conceptual. A nivel macro la cantidad de individuos explotados es mucho mayor que a nivel micro, en varias magnitudes.

Desde nuestra perspectiva se puede atacar al nivel maco obviando por completo el nivel micro. El nivel micro, tiene en la concienciación su herramienta principal. Este ámbito, el micro, está siendo atacado desde muchos frentes de forma más o menos efectiva. Como todo, a medida que avance el movimiento tod@s serán más efectiv@s en su trabajo y se avanzará más rápido.

El nivel micro es el nivel de consumo, el macro es el industrial, económico. La diferencia entre el micro y el macro es, quizás, que el macro está constituidos por entidades que deben obtener dinero. No es para auto-satisfacción. Las entidades del nivel macro, las que generan explotación comercial, explotan porque les genera beneficios económicos. Esa es una diferencia principal, pues a una entidad comercial lo que le importa es generar beneficio, es producir intercambio de bienes y/o servicios por dinero.

Podemos atacar a las entidades comerciales porque no tenemos que convencerlas éticamente. La forma de luchar es otra. A nivel micro no podemos obligar ni forzar al cambio ya que el estado de derecho, las leyes, la “ética” asegura que cada individuo humano goce de libertad, de ciertas libertades de pensamiento y acción.

Pero a nivel comercial sí que hay “selección natural”. Si hay competencia “libre”. Hay guerra abierta y lo único que se respeta es el beneficio que genera un negocio. A ese nivel se puede generar una guerra abierta y no hay nada que te pueda detener. Puedes forzar, estrujar y presionar hasta conseguir lo que buscas.

En nuestro caso hay una característica curiosa. El veganismo es un activismo a nivel de consumo. Así de simple. Ser vegano es consumir unos productos y no otros.

Las empresas compiten entre ellas por el beneficio. Nosotros queremos que no haya explotación animal. No buscamos beneficios. Por tanto nos convertimos en un agente especial en la ecuación comercial. De repente, a nivel macro, podemos atacar a las empresas y obligarlas a abandonar la explotación animal sin tener que cambiar la ética de nadie. No hay una conciencia con unas costumbres y hábitos a los que cambiar.

Somos un agente ético que va a introducirse en esa ecuación, en sus entrañas, y vamos a generar el cambio macro. A nivel micro el camino está iniciado, y tiene buena pinta. Cada vez somos más vegan@s y cada vez se ve más en los medios. Las organizaciones trabajan cada vez mejor.

Ahora vamos a ayudar atacando a los agentes de la macro-explotación. El veganismo tiene que redundar en el consumo, pero ¿cómo? Lo hace alterando la demanda. Si nadie pide explotación, ningún agente macro-explotador producirá explotación.No obstante, a nivel micro es lo más directo, la concienciación (el tema de cambiar las leyes lo saco del tema, porque no tengo claro si viene antes o después y de cómo funcionan ciertos parámetros). Pero a nivel macro se puede obviar ese paso. No es necesario atacar a nivel micro para generar cambio de consumo mediante alteración de la demanda para que los agentes macro se adapten al cambio y así cambien su producción. Y no lo es porque si se entra directamente a atacar ese nivel podemos atacar la producción como primer punto de la cadena de cambio, y no como último. Si atacamos a las empresas, si amenazamos su lucro, si obligamos a las empresas a adaptarse, entonces cambiarán la producción sin que antes cambie la demanda.

Y esto es posible porque existe algo que muchos critican pero que nos viene al pelo en este caso… la competencia entre empresas. Con esa variable podemos promocionar a unas y otras en detrimento de unas y otras dándoles lo que buscan: Que vendan más que la competencia. También podemos reducir sus ventas hasta el umbral de lo inviable. Como tienen gastos no hay que llegar a venta 0. Mucho antes tienen el umbral a partir del cual dejan de ser rentables.

Pensemos una cosa. La explotación animal más grande es la alimenticia. Al final, el objetivo es que l@s human@s dejen de consumir productos de origen animal ¿no? Pues como va un/a human@ a consumir esos productos si no los puede comprar. Yo, como la mayoría, compro lo que como en superficies comerciales. En Mercadona, Carrefour, Lidl…

Y si vas y te fijas, percibirás que Carrefour no vende lo que le compran. Más bien, aunque esto es así en la base, la gente compra lo que vende Carrefour. Si todos los productos fuesen vegano ¿Cómo iba nadie a comprar productos de origen animal?

Ese es el campo de batalla del activismo de nivel macro. Y ahí nos vamos a centrar nosotros. Nuestro campo de batalla es la superficie comercial. El marketing establece que el espacio que un producto ocupa en una zona comercial, y el lugar, determinan cuanto venderán. Si está en buen lugar se venderá más. Si no está, no venderá.

El objetivo es inundar las zonas comerciales de productos éticos con los no-humanos. Hacer activismo a nivel comercial para obligar a las superficies comerciales a ocupar su espacio con estos productos, y a las marcas a producir productos libres de explotación animal.

La cuestión es directa: Si un producto que contiene leche deja de contener leche ¿Qué ocurrirá con la granja o granjas que vivían de ese contrato? Si un producto deja de estar en las superficies comerciales ¿Cuántas granjas tendrán que cerrar?

Si compramos lo que hay, si hemos perdido selección y somos víctimas del marketing… Usaremos ese campo de batalla. Lo que pretendemos es provocar el cambio de los agentes del nivel macro-explotador aprovechando que reina la competencia y que, por tanto, mientras no generemos pérdidas globales de mercado, tendremos carta blanca. Cambiar la superficie comercial, hacer que solo tenga productos veganos. Si un producto no es vegano o se hace vegano o se le quita de las zonas comerciales.

Y ¿Cómo se hace todo esto? Como bien decía un activista por los derechos animales, somos poc@s, pero ¡como nos movemos! Nadie se mueve tanto como nosotr@s.

Las empresas no están preparadas para luchar contra esto. Solo tienen herramientas para competir con otras empresas que buscan lo mismo que ellas. El mercado no tiene escudos para unos agentes que no tienen fidelidad a una marca si no a unas reglas de producción. Podemos atacar a las empresas, y ellas no podrán contra-atacarnos porque solo disponen de medios de generar beneficios y quitar cuota de mercado.

Entraremos en las zonas comerciales, estudiaremos el marketing de todos, los contratos con explotadores, el entramado de empresas, el marketing de las zonas comerciales, que productos y empresas promover, cuales hundir. Entraremos hasta el mismo corazón de la batalla, el punto de venta, y sugeriremos un tipo de venta y no otro.

Usaremos todas las herramientas de marketing, inventaremos nuevas. Solo tenemos una cosa clara, todas las zonas comerciales venderán productos libres de explotación animal.

Para esto nace la Asociación Española de Consumidores Veganos. No es una asociación para veganos. Es una asociación para promover los productos libres de explotación animal. Es una asociación que busca eliminar la explotación animal al nivel empresarial.


Fuente: consumidoresveganos.wordpress.com - Expliquemos qué es la AECV

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NOTAS

RespuestasVeganas.Org: la publicación de este artículo en RespuestasVeganas.Org no implica necesariamente que compartamos todas y cada una de las cuestiones expresadas en el mismo; sin embargo, consideramos interesante su publicación por la aportación que puede hacer a la causa del movimiento abolicionista por los Derechos de los Animales.

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Comentarios a: "El veganismo es puro moralismo. No existe el bien ni el mal, tan sólo existen intereses relativos al sujeto" (Página 2)

(Volver a "El veganismo es puro moralismo. Yo soy amoral, para mi no existe lo bueno ni lo malo, tan sólo intereses")

RespuestasVeganas.Org dijo...

Muevo aquí el extracto de un comentario de hace ya tiempo.

Anónimo dijo: "No hay moral sin la existencia de una noción religiosa que imponga unas creencias externas al ser humano. Sin Divinidad (la que sea) no hay más moral que la Ley, puesto que la única capaz de permitir o prohibir un comportamiento es la sociedad contingente, más por conveniencia que por ética. Querer imponer una especie de derecho natural en el que matar y comer animales es "malo" es querer imponer un sentimiento religioso, que, como todos, habita en el mundo de las creencias y no de la razón. Sin una divinidad exterior que "juzgue" a aquellos que comen animales, calificar esta actividad como "mala" es simple divertimento ocioso. A ti te parece mal comer animales, a mí me parece bien y no hay autoridad humana sobre la tierra capaz de dar la razón a uno o a otro. Por tanto todos los argumentos y palabrería aquí expuesta es un diálogo sobre el sexo de los ángeles. Podéis escribir enciclopedias sobre el famoso "Punto 2" y cómo percibe cada uno la realidad que sin una biblia (la que sea) jamás podréis catalogar una realidad, cualquiera, como inmoral.

Mi realidad es que comer carne es posible y es legal y es lo único que me interesa. Y sin unas tablas de la ley de la bondad universal que prohíba la asimilación proteica de mamíferos superiores ningún argumento podrá jamás condenar al ser humano carnívoro, más allá de que es malvado por naturaleza debido a una deficiente genética que le permite asimilar desde su propia creación la carne de otros animales." (...) "Buenos o malos no somos ningunos, pero, creedme, los "raros" sois vosotros, y encima algunos con mucho esfuerzo. Aunque a la rareza la llaméis nobleza."

RespuestasVeganas.Org dijo...

Amplio info sobre cómo se las gasta el tal Alain de Benoist:

"La noción de «humanidad» es una de esas palabras «colectivas» que se pueden interpretar de dos formas diferentes. Si es partiendo de lo particular para ir hacia lo general: la humanidad es entonces el conjunto de todos los individuos de la especie Homo, de todos los pueblos particulares existentes en la superficie de la tierra en un momento dado. Si es partiendo de lo general para ir a lo particular: la humanidad es entonces una idea (en el sentido platónico del término) y la característica esencial de todos los hombres, es que participan de esa idea que los especifica." ¿Cómo se puede ser pagano?, de Alain de Benoist. Ediciones Nueva República, S.L. Pág. 179. Traducción de Jordi Garriga y José Luis Campos.

Más:

"Esta afirmación universalista de la unicidad del hombre-en-tanto-que-hombre está aparentemente desprovista de todo fundamento. Para los Antiguos, el «hombre» no existe. No hay más que los hombres: griegos, romanos, bárbaros, sirios, etc. En el siglo XVII, Joseph de Maistre retomará esta idea, de naturaleza nominalista: «No hay ningún hombre en el mundo. Yo he visto, en mi vida, franceses, italianos, rusos, etc. Sé incluso, gracias a Montesquieu, que se puede ser persa: pero en cuanto al hombre, yo declaro no haberlo encontrado en mi vida» (Considérations sur la France, 1791, ch. VI). Ciertamente, siempre se puede hablar de «hombre» -en singular- en una acepción general. Pero esto no es más que una comodidad del lenguaje, una abstracción fundada, en último análisis, en la percepción de un cierto número de hombres singulares. El hombre genérico, el hombre «universal» abstracto, no existe. Para que el hombre genérico pueda existir, sería necesario que hubiera un referente común y específicamente humano susceptible para cualificar a todos los hombres de manera paradigmática. Tal referente sería necesariamente cultural, puesto que aquello que especifica al hombre en el universo tal como lo conocemos, es su capacidad en-tanto-que-hombre de crear culturas. Ahora bien, no existe una cultura humana única. Sólo existen las culturas; la diversidad de las culturas deriva precisamente de la irreductible diversidad de los hombres. Lo que existe, por el contrario, es una unidad zoológica de la especie humana. Pero una tal noción es de orden puramente genérico." ¿Cómo se puede ser pagano?, de Alain de Benoist. Ediciones Nueva República, S.L. Pág. 218. Traducción de Jordi Garriga y José Luis Campos.

http://www.mundodaorino.es/2010/06/el-idealista-o-el-hombre-de-otro-mundo.html

Anónimo dijo...

Todo bastante bien exepto eso de que el "todo vale" es parte de la teoría anarquista, El anarquismo, como teoria politica y movimiento social perteneciente al pensamiento socialista, NUNCA ha dicho que "todo valga". La ausencia de normas se llama anomía no anarquía la cual, etimologicamente, simplemente significa "ausencia de lideres, amos, dirigentes o autoridades" que decidan por todxs e impongan sus particulares intereses. Por lo tanto anarquismo es autogestión, federalismo, asamblearismo, horizontalismo. Esto nada tiene que ver con lo que aquí se dice sobre el anarquismo. Completamente falso. Son solo suposiciones suyas y no información obtenida de fuentes primarias. En caso de sostener lo contrario, me gustaría ver pruebas.

Anónimo dijo...

A lo mejor aclara unas cosas este fragmento de "An anarchist FAQ":

http://www.alasbarricadas.org/ateneovirtual/index.php/A.2.4_%C2%BFLos_anarquistas_est%C3%A1n_a_favor_de_la_libertad_%22absoluta%22%3F

RespuestasVeganas.Org dijo...

Hola Anónimo (por favor, firma tus comentarios)

Muchas gracias por la información, corregiremos en breve.

Lo que pusimos aquí lo cogimos de un comentario en un blog:http://www.revolucionnaturalista.com/2011/04/el-velo-de-ana-pastor-y-la-mantilla-de.html?showComment=1303199952074#c196549973718941093

Si sabes sobre las diferentes corrientes del anarquismo, o de otras ideologías, estaríamos encantados en que nos ayudases a plasmarlas todas con claridad.

Saludos,
David.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Un ejemplo de relativismo:

"Los agentes morales pueden otorgarles o no derechos según sea su voluntad [a quienes no son agentes morales]. Porque, más allá de las normas que tracen los agentes morales, no existe la moral. No hay una moral externa a ellos, ni nada moralmente valioso fuera de lo que ellos sean capaces de valorar." de Miguel Beriain, "¿derechos de los animales?", pag.26

La moral existe desde el mismo momento en que existen individuos con intereses. Para todo animal sintiente su propia vida tiene valor. Todo animal sintiente posee una ética hacia su propia vida, para ello no necesita de la existencia de más individuos sintientes, sean agentes morales o no.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Comentarios sobre ética universal: http://www.meneame.net/story/stiglitz-modelo-economico-nos-llevo-desastre-aun-ensena

patricidioml dijo...

el rollo ese del bien y el mal se evapora cuando conoces que la especie humana (y todos los mamíferos) aún conservamos una parte del cerebro de cuando nuestros antepasados eran reptiles, voraz de sangre por el simple hecho de que se alimentaban de la caza. Un sádico capaz de lo que describes tiene fugas en el cerebro que permiten que esa parte primitiva aflore en la sociedad moderna, donde la mayoría la tenemos bajo control. Más ciencia y menos reduccionismo.

buletprufmufin dijo...

Algo que no me gusta de este blog es el enfoque que le dan al relativismo, el cual creo que es muy mal entendido. El relativismo moral no es la aceptación de que todas las posiciones morales son igualmente validas, sino que la moralidad es relativa a los humanos (es decir, que es una construcción humana). Es la antitesis de la moral absoluta basada "objetivamente" en la "divinidad" o la naturaleza.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Hola buletprufmufin,

Dices: "El relativismo moral no es la aceptación de que todas las posiciones morales son igualmente validas, sino que la moralidad es relativa a los humanos (es decir, que es una construcción humana)."

¿Y por qué no todas las posiciones morales van a ser igualmente válidas? ¿acaso hay algún principio moral universal que no se deba violar?...

La moralidad no es una construcción humana, pues tiene un fundamento biológico (neuromas espejo, sistema nervioso, etc.) y también está presente en otras especies animales pero "en un grado menor" (crearé una entrada sobre este tema). Incluso dentro de la propia especie humana hay grados de moralidad.

Dices: Es la antitesis de la moral absoluta basada "objetivamente" en la "divinidad" o la naturaleza.

Objetivamente nadie quiere ser dañado en contra de su voluntad para que le perjudiquen. Sabes perféctamente que este HECHO es universal. Si moralmente te da lo mismo eso ya es otra historia.


Saludos,
David.

buletprufmufin dijo...

De una moral relativa a los agentes morales no se desprende que todas las posiciones sean igualmente validas. ¿Porque habría de ser así?.

Objetivamente nadie quiere ser dañado, si, pero el imperativo moral de no dañar no esta fundado "objetivamente" (por una divinidad, la naturaleza...). Los imperativos morales responden a una moral determinada, la cual siempre es construida por agentes morales y no algo "objetivo" fundado por una divinidad o la naturaleza.

Ahora, una moral relativa no es una moral fundada en el capricho y la arbitrariedad (esto esta bien "porque si" o "hago esto porque se me da la gana"), sino construida por agentes morales.

Respecto a la moralidad fundada en aspectos biologicos, no niego que la moral puede responder a criterios "objetivos" de la biologia, pero la construcción de la moral misma es subjetiva y relativa a los agentes morales. No se si me explico. Es decir, las neuronas espejos proporcionan la capacidad de en cierta forma experimentar personalmente las experiencias de otros, y eso es algo objetivo. En cambio, la moral que dice que esta mal dañar a los demás en base a esto, es siempre subjetiva y relativa a los agentes morales, son ellos quienes la construyen, si bien lo pueden hacer en base a criterios objetivos. Ni dios ni la naturaleza son los creadores de las distintas morales (sensocentricas, antropocentricas...). Creer lo contrario es metafisico

buletprufmufin dijo...

Se me olvidaba: una moral "objetiva" no es autonoma. La autonomia (autonomos en griego) es la capacidad individual y colectiva de darse las propias leyes o normas. Sin embargo, dado que una moral "objetiva" presupone que los imperativos morales (marco normativo) no dependen o no son relativos a los individuos, sino que responden a criterios "objetivos" externos a su voluntad (dios, la naturaleza...), tal moral no puede ser sino calificada de heteronoma.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Bien buletprufmufin, esto se pone interesante... Te responderé próximamente y aprovecharé para actualizar esta respuesta con ello. Saludos, David.

buletprufmufin dijo...

Creo que lo dije algo confuso. Si quieres puedes ignorar el primer comentario y enfocarte en este.

La elaboración de teorías morales (sensocentrismo, antropocentrismo...) es claramente una cuestión relativa al ser humano (no se elaboran solas), y si bien es cierto que para tal elaboración pueden tenerse en cuenta criterios objetivos/biológicos (la capacidad de sentir como consecuencia de poseer un sistema nervioso central, por ejemplo), eso no niega el hecho de que la elaboración de las teorías morales en si mismas es subjetiva o relativa a agentes morales.

Por otro lado, cabe tener en cuenta que la moral relativa no niega la universalidad de los principio o imperativos morales, solo niega que tales sean creaciones "objetivas" ajenas a la voluntad de agentes morales. Dicho en otras palabras, la creación de teorías morales es siempre subjetiva en el sentido de que es creada por sujetos y relativa en el sentido que tiene relación con agentes morales para su creación.

Son los agentes morales quienes crean y descartan principios morales. La naturaleza no tiene principios o imperativos, inherentes. Esa es una creencia metafísica, es mi opinión.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Hola buletprufmufin,

A partir de aquí, cuando hable de "vida subjetiva", me estaré refiriendo a materia viva que poseé un sistema nervioso central (cerebro) mediante el cual puede sentir de manera subjetiva (mente). Cuando me refiera a "intereses" me estaré refiriendo a "intereses fundamentales" de la vida sintiente y que se experimentan subjetivamente, como el interes a seguir vivo o el interés a no ser maltratado (ambos son el interés a no ser dañado), sin los cuales los demás intereses carecen de sentido. Cuando hable de "derechos morales" me refiero a querer que se respeten nuestros intereses fundamentales, es decir, considerar que violarlos es malo o incorrecto. Y cuando me refiera a "moral" me refiero a "el bien y el mal".

Lo objetivo existe independientemente de que exista o no vida subjetiva que lo interprete. El Universo existía antes de la existencia de vida subjetiva.

En un Universo que careciera de vida subjetiva no existirían intereses y, por lo tanto, tampoco existirían derechos morales en los que se basa la moralidad (el bien y el mal).

Los sistemas nerviosos centrales (cerebros) son hechos objetivos, existen. Los intereses asociados a ellos también, pues están contenidos físicamente en dicha estructura física que les da razón de ser. La moralidad existe en el Universo desde que existe la vida subjetiva. Toda vida subjetiva tiene intereses y derechos morales, por lo tanto, existe una moralidad mínima universal (ética egoísta o de autoconservación) que no es una creación humana sino un hecho biológico y psicológico que existe objetivamente en toda vida subjetiva, aunque sólo lo podamos experimentar de manera subjetiva en nosotros mismos. La moralidad, es decir, el bien y el mal existen de manera universal en la misma naturaleza de la vida sintiente. Por lo tanto, la moralidad (el bien y el mal) existe de manera material, aunque sólo sea experimentada subjetivamente.

Una vez demostrada la EXISTENCIA objetiva (universal) de la moralidad (del bien y del mal) en la naturaleza de la propia vida subjetiva, ahora quedaría fundamentar la CONDUCTA de los agentes morales hacia otras vidas subjetivas, es decir, fundamentar RACIONALMENTE la Ética basandose en dicho bien y mal universal (sobretodo en el rechazo al mal). La Ética consiste en dar buenas razones, pues utiliza la capacidad de razonar. Para ser un agente moral se necesita una cierta capacidad de razonamiento. Ser agente moral significa ser consciente de todo lo que hasta aquí hemos explicado, es decir, saber que, al igual que existen nuestros intereses, también las demas vidas sintientes los tienen.

El comportamiento de la vida sintiente no está determinado, pues el sistema nervioso central le dota de libre albedrío a través de "el ahora", del continuo fluir del tiempo. La existencia de una moralidad universal y la existencia de una conducta racional no constriñen el comportamiento sino que éste se elije constantemente.

Por lo tanto, la cuestión siguiente sería demostrar que comportarnos de manera Ética es racional y no hacerlo es irracional (aunque seamos racionales). Este asunto lo estamos tratando en la siguiente entrada: "No es irracional actuar sabiendo que lo que hago es inmoral y desear al mismo tiempo que en eso mismo los demás sean morales"

Aunque no es una idea depurada creo que más o menos puede entenderse lo que quiero decir. Espero haber transmitido el mensaje que quiero transmitir. Poco a poco lo iré corrigiendo.

Saludos,
David.

buletprufmufin dijo...

La moral, defininada como el bien y el mal como haces, NO existe "objetivamente", sino que es relativa a los intereses de los agentes morales, son ellos quienes la crean (si bien pueden hacerlo atendiendo criterios objetivos/biologicos como la sintiencia, por ejemplo, eso no niega que la elaboración misma de la moral y la consideración de los criterios en los que se fundamenta es subjetiva/relativa a agentes morales). La moral no la crea la naturaleza (osea, no es natural), sino que es una creación humana (positiva), aunque pueda estar fundamentada atendiendo criterios objetivos/biologicos como la sintiencia, etc.

Una moral "objetiva" existiría, aunque no existiese vida subjetiva (definida como lo hiciste). Sostener esto es creer que, por ejemplo, el principio "objetivo" de no dañar a lxs demás existiría aunque no existiese vida subjetiva a la que dañar. Esto es un absurdo.

Por otro lado, esta el asunto de que una moral "objetiva" no puede ser autonoma, dado que es externa a la voluntad, ya que supuestamente esta fundada "objetivamente" en la naturaleza, por dios, etc.

Ahora, introducir el elemento de la racionalidad a la discusión aporta mucho, ya que así puede hacerse la separación entre morales irracionales/arbitrarias (como es el caso del especismo antropocentrico) o morales justificadas racionalmente. Así, si una razón moralmente relevante para respetar a los seres humanos es su capacidad de sentir y tener intereses propios, tal respeto debe ampliarse al resto de seres sintientes para ser racionalmente consistente. De lo contrario, será arbitraria e irracional.

Por último, me gustaría dejar en claro que nunca dije que la realidad no existiese objetivamente, independientemente de las subjetividades. Lo digo porque parece que pareces creer eso de mi por el enfasis que haces en esta cuestión.

RespuestasVeganas.Org dijo...

buletprufmufin, de momento voy a centrarme en un punto, a ver qué me respondes.

Dices: "La moral, defininada como el bien y el mal como haces, NO existe "objetivamente", sino que es relativa a los intereses de los agentes morales, son ellos quienes la crean"

La moral (el bien y el mal, aunque me interesa especialmente el mal) no es subjetiva sólo a agentes morales puesto que quienes no son agentes morales también pueden conocer el bien y el mal por medio de su sistema nervioso central (cerebro/mente/subjetividad), por ejemplo, un bebé humano conoce el mal de manera subjetiva.

buletprufmufin dijo...

La creación de la moral es relativa a los agentes morales, pero su alcance es universal, abarcando también a aquellos que no son agentes morales (bebes, aquellos con diversidad funcional intelectual, animales no-humanos...). Por definición, cualquier marco normativo tiene un carácter universal.

El bien y el mal son valoraciones subjetivas, no existen "objetivamente" en la naturaleza. La naturaleza no es ni buena ni mala, simplemente es.

Me parece que por relativismo moral entiendes algo muy similar a lo que suelen hacer los conservadores religiosos al identificarlo como sinónimo de arbitrariedad, libertinaje, abuso, etc.

RespuestasVeganas.Org dijo...

buletprufmufin, todo esto que estoy hablando contigo me está aclarando ideas. Tus comentarios me hacen pensar, gracias. Que quede claro que cuando afirmo cosas estoy tanteándolas continuamente, no son dogmas, es una forma de aprender, decir algo para ver como te responden y seguir pensando sobre el tema.

Dices: "La creación de la moral es relativa a los agentes morales, pero su alcance es universal, abarcando también a aquellos que no son agentes morales (bebes, aquellos con diversidad funcional intelectual, animales no-humanos...). Por definición, cualquier marco normativo tiene un carácter universal."

Estas hablando de la Ética (universalidad), eso es el PASO 2. Yo estoy en el PASO 1: el bien y el mal en el individuo, sin hablar aún de universalidad.

Dices: "El bien y el mal son valoraciones subjetivas, no existen "objetivamente" en la naturaleza."

Toda percepción es subjetiva. Yo entiendo que la objetividad es el objeto de la ciencia, que no es más que un conocimiento comprobable y verificable por todas las subjetividades. Por eso podemos decir que hay verdades científicas (objetivas), aunque con el tiempo puedan cambiar.

El bien y el mal (sin entrar aún en la universalidad) son subjetivos y científicamente comprobables. A todos los humanos podría hacerles forzosamente un cierto experimento muy doloroso y estate seguro que todos lo rechazarían (linguísticamente, mediante movimientos de rechazo, gritos y se podrían medir ciertos niveles químicos asociados con algo negativo para la vida: el mal es objetivo.

Dices: "La naturaleza no es ni buena ni mala, simplemente es."

La Naturaleza no es un individuo sintiente, no es una subjetividad, carece de comportamiento que pueda ser juzgado. Por lo tanto, tienes razón.

Dice: "Me parece que por relativismo moral entiendes algo muy similar a lo que suelen hacer los conservadores religiosos al identificarlo como sinónimo de arbitrariedad, libertinaje, abuso, etc."

La moral no puede fundamentarse en la coherencia sino que necesita de unos principios. Antes decías: "si una razón moralmente relevante para respetar a los seres humanos es su capacidad de sentir y tener intereses propios, tal respeto debe ampliarse al resto de seres sintientes para ser racionalmente consistente. De lo contrario, será arbitraria e irracional."

Sí, tienes razón en que si alguien dice que hay que respetar a los humanos porque sienten entonces para ser coherente deberá respetar a los animales no-humanos. O si alguien dice que hay que respetar a quienes tienen cierta capacidad racional entonces para ser coherente no deberá tener problema moral en asesinar a todos aquellos individuos (humanos o no) que o superen el umbral de racionalidad establecido. En estos dos ejemplo que he puesto se puede apreciar que pedir coherencia puede ser útil (primer ejemplo) pero también se puede apreciar que la coherencia no siempre es garantía de una Ética correcta (segundo ejemplo).

Saludos,
David.

RespuestasVeganas.Org dijo...

Rectifico esta frase mía: "Lo objetivo existe independientemente de que exista o no vida subjetiva que lo interprete. El Universo existía antes de la existencia de vida subjetiva."

No se puede hablar de "objetividad" sin la existencia de una subjetividad. Los individuos subjetivos intentan ser objetivos mediante la ciencia, pero lo que consideramos objetivo no es la cosa en sí. La cosa en sí existe antes de la existencia de vida subjetiva.

buletprufmufin dijo...

Había escrito un comentario y le puche a Vista previa, pero se cerro el navegador y se perdió el escrito. No es la primera vez que me pasa algo así con este blog, y no se porque pasa. De cualquier forma, ya comentare mañana.

Si quieres, no apruebes este comentario. Solo quería avisarte.

Saludos

RespuestasVeganas.Org dijo...

OK buletprufmufin, a mí creo que nunca me ha pasado, pero ten cuidado con los comentarios muy largos porque hay un límite. En dicho caso divide el comentario en dos. Antes de mandar algo (aquí o a cualquier lado) copialó en un txt por si acaso, yo ya casi siempr elo hago así.

Saludos,
David.

fer dijo...

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Hola fer,

Dices "lo más preciado: la vida de los seres del planeta" pero "nadie tiene la verdad absoluta". Es decir, que si yo digo que "lo más preciado es la carne de cerdo o humana" entonces tendría tanta razón como tú, ninguno estaríamos equivocados sobre verdades morales, puesto que en este sentido no habría ninguna verdad absoluta y la verdad se reduciría a "acuerdos de voluntades". En este caso, tu relativismo moral es del tipo convencionalismo ético, es decir, la verdad es relativa a los acuerdos o a las leyes jurídicas que se den en cada sociedad o cultura:

Argumento: "Usando a los animales no violo ninguna ley jurídica, luego hacerlo está bien"


Saludos,
David.

fer dijo...

Un administrador del blog ha eliminado esta entrada.

RespuestasVeganas.Org dijo...

fer,

Una opinión no es una verdad objetiva. Es una verdad científica y lógica absoluta que ningún animal queremos ser dañado en contra de nuestra voluntad, pues eso significa que valoramos positivamente nuestra propia vida. Tú podrías decir que opinas que a los animales sintientes nos gusta que nos dañen aunque gritemos e intentemos evitar los golpes, pero eso no es cierto.

Teniendo en cuenta dicha verdad científica y lógica ¿es una verdad moral que debemos respetar a los demás animales sintientes?...

Decir "está mal que me dañen en contra de mi voluntad" pero "está bien dañar a otros en contra de su voluntad" es hipocresía, es irracionalidad.

Existe una verdad moral absoluta: no debemos dañar a ningún animal sintiente en contra de su voluntad, pues eso significa que valora positivamente su propia vida.

¿Vamos a respetar a los demás animales sintientes?... cada uno hace lo que quiere hacer, aunque vaya contra las verdades éticas absolutas. Tenemos la libertad de comportarnos de manera éticamente incorrecta e irracional.

Saludos,
David.

ƒer dijo...

El autor ha eliminado esta entrada.

RespuestasVeganas.Org dijo...

fer dice: "tan sólo que aunque ahora mismo esté convencido de defender la vida de los animales, quizás mañana mi opinión sea diferente"

Yo dije "Tú podrías decir", lo cual es muy diferente a decir "Tú dices".

En mi anterior comentario no hay ninguna tergiversación ni he puesto en tu boca algo que no hayas dicho.

Tampoco censuro tus comentarios, pues no los oculto. Simplemente he colocado un trozo donde dices que "no existen verdades absolutas" en el lugar adecuado, según las Normas sobre los comentarios en RespuestasVeganas.Org

Borraremos todos tus comentarios en los próximos días, después de sacar de ellos toda la información provechosa.

Muchas gracias por participar.

Saludos,
David.

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NOTAS

RespuestasVeganas.Org: Por cuestiones estéticas, esta entrada no permite comentarios. Puedes continuar este debate en la entrada del argumento indicada al comienzo.

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